terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Equinodermos



Os equinodermos (filo Echinodermata) são animais invertebrados e exclusivamente marinhos.

O seu corpo é organizado, geralmente, em cinco partes simétricas que se distribuem na forma dos raios de uma circunferência.

Equinodermos

Características Gerais

Os equinodermos são triblásticos, celomados e deuterostômios. Durante a fase larval apresentam simetria bilateral e na fase adulta, a simetria é radial.

Os animais equinodermos apresentam uma grande diversidade de formas, tamanhos e modos de vida.

São animais de vida livre e isolados, poucas espécies vivem fixas a um substrato. Um exemplo de equinodermo séssil é o lírio-do-mar.

Lírio-do-mar, um equinodermo séssil

Quase todos os sistemas de um equinodermo, como o digestivo, o nervoso e o reprodutor, ficam dentro do esqueleto calcário. Esse é recoberto por uma fina camada de epiderme.

Algumas espécies podem apresentar espinhos na superfície do corpo.

Saiba mais sobre Celoma.

Sistema circulatório e excretor

O sistema circulatório ocorre através do sistema aquífero ou ambulacrário.Ele realiza a circulação de água dentro do corpo, permitindo o transporte de substâncias e a locomoção.

Ao mesmo tempo, também permite a excreção, pois carrega as substâncias que precisam ser eliminadas do corpo.

Como os equinodermos se locomovem?

Os equinodermos locomovem-se através dos pés ambulacrais, que são projeções do sistema ambulacrário, algumas vezes com ventosas nas extremidades.

O sistema conta com uma placa madrepórica, através da qual a água do mar entra no corpo do animal.

Com a entrada de água, os canais das ampolas do sistema ambulacrário se contraem e levam a água até o pé que se alonga e fixa-se ao substrato. Nesse momento, as ventosas auxiliam na fixação.

Para deixar o substrato, a água retorna para as ampolas e relaxa a musculatura do pé, permitindo que se solte.



Anatomia da estrela-do-mar e os pés ambulacrários

Sistema respiratório

A respiração dos equinodermos ocorre através das brânquias que ficam próximas à boca. O sistema ambulacrário também contribui com a respiração, através de difusão.

Sistema digestório

Os equinodermos apresentam sistema digestório completo com boca, esôfago, intestino e ânus. O estômago é encontrado apenas em equinodermos carnívoros.

A maioria das espécies alimentam-se de algas marinhas. Para isso, contam com a lanterna de Aristóteles, que consiste em um aparelho bucal que raspa o alimento.

As espécies carnívoras, como a estrela-do-mar, alimentam-se de pequenos animais. Nesse caso, a digestão ocorre fora do corpo.

A estrela-do-mar projeta o seu estômago e enzimas digestivas sobre o alimento, que começa a ser digerido. Somente depois, ele é conduzido para o interior do seu corpo, de modo a finalizar a digestão.

Reprodução

A reprodução é sexuada. Os equinodermos são, em sua maioria, animais dióicos.

A fecundação externa ocorre através dos orifícios das placas genitais, de onde os gametas saem para a água.

Os zigotos formados geram larvas, que nadam durante algum tempo, fixando-se a um substrato e, por meio de metamorfose, originam os adultos. Por isso, o desenvolvimento é indireto.

Classificação dos Equinodermos

Estima-se que existam 7.000 espécies de equinodermos divididas em cinco classes:

Asteroides

Estrela-do-mar

O representante típico do grupo é a estrela-do-mar possui cinco braços dispostos como raios. Algumas chegam a ter quarenta braços.

Na parte em contato com o substrato, os braços são formados por duas fileiras de pés ambulacrários, que permitem a movimentação e fixação.

Na extremidade de cada braço se encontram olhos rudimentares, que permitem localizar suas presas, como anelídeos, crustáceos e ostras.

As estrelas do mar podem realizar autotomia, ou seja, a recuperação de um braço perdido. Além de que a regeneração de um braço cortado pode formar uma nova estrela do mar.

Ofiuroides

Serpente do mar

Um exemplo é a serpente do mar que possui um disco central do qual partem cinco braços dotados de movimentos ondulantes, que facilitam o deslocamento.

A serpente do mar tem a boca na parte inferior, que fica em contato com o substrato, enquanto o ânus se localiza na face oposta.

Seu alimento é constituído por moluscos, pequenos crustáceos e detritos sedimentares do fundo do mar.

Crinoides

Lírio do mar

Um representante do grupo do crinoides é o lírio do mar. Ele possui uma base presa a um substrato, de onde saem cinco braços ramificados que dão ao animal o aspecto de planta.

Utiliza como alimento os detritos que permanentemente caem em seus braços, que são cobertos por prolongamentos capazes de levar as partículas até a sua boca.

Holoturoides

Pepino do mar

O pepino do mar ou holotúria tem o corpo cilíndrico, dotado de minúsculas placas não unidas, que lhe dão uma consistência menos rígida.

A maioria tem entre 5 e 30 cm, com alguns exemplares podendo chegar a dois metros de comprimento.

Quando atacado, pode eliminar parte de suas vísceras, como o intestino e as gônadas. O predador distraído permite a fuga do pepino do mar, que depois de um tempo tem suas partes regeneradas.

Equinoides

Ouriço do mar

Um representante desse grupo é o ouriço do mar ou pindá. Ele apresenta corpo recoberto por espinhos venenosos, móveis, que são usados para seu deslocamento.

Junto à boca, ele possui uma armação de cinco dentes chamada lanterna de Aristóteles. Com isso, ele raspa as rochas em busca de algas, formando buracos onde esses animais se alojam.

Apesar dos espinhos pode ser atacado por diversos predadores como peixes, estrela do mar e caranguejos.

Bolacha da praia

Outro representante do grupo dos equinoides é a bolacha da praia ou corrupio. O animal possui o corpo achatado, como um disco, apresentando na região dorsal o desenho de uma estrela.

Esse animal enterra-se superficialmente na areia, onde obtém alimento constituído por partículas orgânicas.

Curiosidades

A estrela-do-mar apresenta uma excelente capacidade de regeneração. Se perder um dos seus braços, em poucos meses o membro é regenerado.Não existem equinodermos de água doce.

Cordados


segunda-feira, 27 de novembro de 2017


Protista 

é um grupo diverso de organismos eucariontes, que inclui a maioria dos organismos que não se encaixam em nenhum dos outros dois reinos, Animalia e Plantae.
Como ler uma caixa taxonómicaProtista
Ocorrência: Neoproterozoico - Recente
Protist collage.jpg
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Protista*
Haeckel, 1866
Filos
ver texto
Possui cerca de 20 mil espécies, sendo um grupo diversificado, heterogêneo, que evoluiu a partir de algas unicelulares.[1] Em alguns casos essa origem torna-se bem clara, como no grupo de flagelados. Há registros fósseis de protozoários com carapaças (foraminíferos), que viveram há mais de 15 milhões de anos, na Era Proterozoica. Grandes extensões do fundo dos mares apresentam espessas camadas de depósitos de carapaças de certas espécies de radiolários e foraminíferos.
Histórico Editar
Os Protozoários foram classificados por Goldfuss em 1818 como um filo, Protozoa pertencente ao Reino Animal. Goldfuss descreveu os protozoários como sendo micro-organismos unicelulares heterotróficos, semelhantes a animais, o antigo reino Protozoa (do grego Proto que em português significa primeiro) e (Zoa ou zoo que em português significa animal ou animais) portanto o termo protozoário "em português" significa literalmente "os primeiros animais" e devido a isso foram classificados no Filo Protozoa como se fossem "animais microscópicos" e por conseguinte estavam incluídos no Reino Animal.
Antigamente referia-se ao Filo dos Protozoários. Atualmente o termo protozoário tem sido empregado como uma designação coletiva, sem valor taxonômico. Os antigos Subfilos passaram a ser os atuais Filos. Na nova classificação, o antigo filo Protozoa foi eliminado do Reino Animal e, seus antigos subfilos, subfilo Plasmodroma e subfilo Ciliophora, atualmente são classificados como filos Plasmodroma e o Ciliophora pertencentes ao reino Protista. As algas unicelulares, crisófitas, euglenófitas e pirrófitas que antigamente estavam classificadas no Reino Vegetal, saíram do Reino Vegetal e passaram a ser classificadas também como integrantes do Reino Protista junto com os protozoários.
A classificação dos protozoários é feita com base nas estruturas de locomoção que apresentam e devido a muitas semelhanças com as estruturas de locomoção das algas unicelulares, todos esses micro-organismos muito semelhantes e que apresentam características mistas tanto de animais quanto de vegetais, saíram dos Reino Animal e do Reino Vegetal e foram todos eles reunidos no Reino Protista. Para evitar confusões, mantemos o uso dos termos "Filos para protozoários" e "Divisões para algas unicelulares" da mesma forma como estavam classificados antes, na botânica e na zoologia.
As classes de micro-organismos anteriormente classificadas como algas mas que agora se encontram no Reino Protista são todas eucariontes e unicelulares. As únicas algas procariontes são as cianofíceas mas essas agora são classificadas como bactérias do Reino Monera.
As verdadeiras algas, Feófitas (algas pardas), Rodófitas (algas vermelhas) e Clorófitas (algas verdes), que são seres protistas pluricelulares, formados por verdadeiros tecidos vegetais com bilhões de células intimamente ligadas umas às outras, estas não estão contidas no Reino Vegetal e são consideradas como protistas.
Características Editar
Podem ser autotróficos (do grego: "autos", por si mesmo + "trophé", nutrição; literalmente "seres que alimentam a si mesmos"), ou seja, protistas que possuem clorofila e fazem a fotossíntese; no entanto, existem também outros protistas que são heterotróficos, ou seja, incapazes de fazer fotossíntese e que se alimentam de matéria orgânica. Protistas autotróficos, constituem a maior parte do plâncton marinho e dulcícula, são os mais importantes produtores nesses ecossistemas aquáticos.
Reprodução Editar
Os representantes do reino protista se reproduzem através de bipartição, também conhecida como cissiparidade ou divisão binária, num processo de reprodução assexuada.[2] Assim como nas bactérias, a célula cresce, têm seu núcleo dividido em dois, depois o resto da célula se divide, originando duas células geneticamente idênticas. [2]
Classificação Editar
Os protozoários podem ser classificados de acordo com seu modo de locomoção[2]:
Rizópodes (Filo Rhizopoda): locomoção por pseudópodes;
Ciliados (Filo: Ciliophora): locomoção através de cílios;
Flagelados (Filo Flagellata): locomoção através de flagelos;
Esporozoários (Filo Sporozoa): não têm sistema de locomoção;
Thomas Cavalier-Smith propôs o Reino Chromista, uma filosofia científica, entretanto ainda não esclareceu muitas linhas diferentes de protistas cujas relações não são compreendidas por este sistema de classificação que ele sugeriu. Os cladistas consideram os vários clades de Protistas como subgrupos diretos dos eucariotas, com a admissão de que não conhecem ainda o suficiente sobre eles para arranjá-los em uma hierarquia. Estes vários clades são listados na árvore evolucionária listada abaixo, denominada classificação Eukaryota.
Filo A. Plasmodroma
Classe 1. Mastigophora
Classe 2. Opalinata
Classe 3. Sarcodina
Classe 4. Sporozoa
Filo B. Ciliophora
Classe Ciliata
Divisão 1. Chrysophyta
Classe Heterokontae
Classe Chrysophyceae
Classe Bacillariophyceae
Divisão 2. Euglenophyta
Ordem 1: Euglenales
Divisão 3. Pyrrophyta
Classe 1. Cryptophyceae
Classe 2. Chloromonadophyceae
Classe 3. Desmokontae
Classe 4. Dinophyceae

Bio: http://www.youtube.com/playlist?list=PLW3pPMqHkJKwBe3x_IAeF5MbmRnveGgkp


Moluscos
Os moluscos são animais de corpo mole, geralmente envoltos por uma concha.
A concha é presente em ostras, mariscos, caracol e caramujo. Em alguns, como a lula, a concha é interna e em outros, é ausente, como no polvo.
As conchas são importantes para proteger o corpo mole dos moluscos e evitar a perda de água.
Os moluscos vivem em ambientes aquáticos marinho ou de água doce e no meio terrestre úmido.
O filo Mollusca é o segundo maior em número de espécies, aproximadamente 50 mil, atrás apenas dos artrópodes.
Características
Esses animais apresentam o corpo dividido em: cabeça, pé e massa visceral. Na cabeça são encontrados os órgãos dos sentidos.
O pé é responsável pelos movimentos e, em alguns animais, como o polvo, pode ser substituído pelos tentáculos. A massa visceral é onde encontram-se todos os órgãos.
Alimentação e Sistema Digestório
Os moluscos possuem um sistema digestivo completo, com boca e ânus. O alimento é conduzido pelo tubo digestivo, onde sofre a ação de enzimas. Os nutrientes são absorvidos e distribuídos pelo corpo por meio do sangue.
Os cefalópodes e gastrópodes apresentam a rádula, uma espécie de língua com dentes afiados, usada para raspar os alimentos.
Respiração
Pelo fato dos moluscos serem encontrados em uma grande variedade de ambientes, eles apresentam diferentes tipos de respiração.
A respiração branquial é realizada pelos moluscos que vivem na água, como os polvos, lulas e ostras.A respiração pulmonar está presente em moluscos que vivem em ambiente terrestre, como os caracóis.A respiração cutânea ocorre com as lesmas que também vivem em ambiente terrestre, sob o solo e em árvores.
Sistema Circulatório
O sistema circulatório distribui os nutrientes e oxigênio dos sistemas digestivo e respiratório. O sistema excretor retira resíduos metabólicos e os elimina.
O sistema circulatório é aberto, e o coração situa-se dorsalmente na massa visceral. As contrações do coração enviam para o corpo, o sangue que flui para os vasos e depois por lacunas situadas entre os tecidos.
Reprodução
Os moluscos apresentam reprodução sexuada, com fecundação interna ou externa. A maioria dos moluscos apresenta sexos separados, com exceção dos bivalves que são hermafroditas.
Na fecundação externa, os machos liberam os espermatozóides e as fêmeas liberam os óvulos diretamente na água, onde os dois gametas se encontram.
No caso da fecundação interna, os espermatozoides são liberados dentro do corpo da fêmea.
Classificação
Os moluscos são animais que apresentam grande diversidade de formas e tamanhos. Eles distribuem-se em três classes principais: gastrópodes, bivalves e cefalópodes.
Gastrópodes
Os gastrópodes são os moluscos que possuem concha em espiral constituída por uma única peça. São exemplos de gastrópodes os caracóis, caramujos e lesmas. Eles representam o maior grupo dos moluscos.
A sua massa visceral fica no interior da concha, constituindo uma única peça. Usam os pés para a locomoção.
Os gastrópodes são animais invertebrados terrestres.
Bivalves ou Pelecípodes
Os bivalves são moluscos de ambiente marinho, formados por duas conchas articuladas e unidas por um ligamento. São exemplos de bivalves os mariscos, ostras e vieiras.
Entre as duas conchas fica o corpo do animal, constituído pelo pé e pela massa visceral. O pé é pequeno ou ausente.
Cefalópodes
Os cefalópodes não apresentam concha ou esta é interna. São exemplos de cefalópodes o polvo, lula e náutilos.
São os moluscos mais complexos, dotados de sistema nervoso bastante desenvolvido e de olhos semelhantes aos dos vertebrados.
Da cabeça partem tentáculos, em número de oito nos polvos e de dez nas lulas. Os tentáculos têm ventosas que podem servir para capturar uma presa ou prender o animal a um substrato, como uma rocha.
O polvo possui, ligada ao intestino, a glândula de tinta. Quando o animal é atacado, a glândula expele tinta confundindo o predador e facilitando a fuga do polvo.
Os cefalópodes e bivalves são animais invertebrados aquáticos.
Curiosidades
No Oceano Pacífico, existem mariscos imensos, com mais de 1 metro de diâmetro e cerca de 300 quilos.As lulas pode chegar a 15 metros de comprimento.O escargot, um tipo de caracol muito apreciado como alimento, é criado com cuidados especiais quanto a alimentação, a temperatura e a umidade do ambiente.A produção de pérolas, pelas ostras, tem grande importância econômica. As conchas podem servir para a fabricação de botões, pentes e outros objetos.Os anelídeos possuem algumas características semelhantes com os moluscos. Ambos possuem o corpo mole e habitam ambientes úmidos. Entretanto, os anelídeos não apresentam nenhum tipo de concha protetora.
Conheça mais sobre os Animais Invertebrados.

https://youtu.be/zFIk4PtxVvk

Cordados

Os cordados representam o grupo de animais do filo Chordata. São representados por alguns invertebrados aquáticos e todos os vertebrados: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

A característica principal deste filo é que durante a fase embrionária todos apresentam tubo nervoso dorsal, notocorda, fendas faringianas e cauda pós-anal.

Além disso, são animais triblásticos, enterocelomados, metamerizados, deuterostômios, com simetria lateral e apresentam sistema digestório completo.

Classificação dos Cordados

Existem cerca de 45 mil espécies de cordados conhecidas, distribuídas em três subfilos: Urochordata (Urocordados), Cephalochordata (Cefalocordados) e Craniata ou Vertebrata.

Os urocordados e cefalocordados não possuem crânio e coluna vertebral, são invertebrados. Provavelmente, são os cordados mais primitivos e podem ser chamados de Protocordados (do grego protos, primeiro, primitivo).

Os craniatas são todos os vertebrados e representam cerca de 98% das espécies deste filo.

Sub-filo Urochordata (Urocordados)

São animais marinhos sésseis que podem viver isolados ou em colônias. Geralmente, são encontrados grudados em rochas ou em algas maiores. Seu tamanho pode variar de alguns milímetros até 10 centímetros.

Seus representantes são as salpas e ascídias.


Salpas

Ascídias

Anatomia

O corpo é revestido por um envoltório espesso, denominado de túnica, constituída do polissacarídeo tunicina. Devido este revestimento também podem ser chamados de tunicados.

A túnica apresenta duas aberturas: o sifão inalante, por onde a água penetra o corpo do animal e o sifão exalante, por onde a água retorna ao ambiente.

Alimentação

Para a alimentação filtram plânctons do ambiente, que aderem a um muco produzido em um sulco da faringe, o endóstilo, e dirigem-se até o estômago e intestino, onde os nutrientes são absorvidos. Os resíduos são eliminados pelo ânus, que abrem-se no sifão exalante.

Respiração e Circulação

Através dos sifões a água passa continuamente pelo corpo, transportando oxigênio aos tecidos corporais e levando o gás carbônico e excreções para o exterior.

O sistema circulatório é parcialmente aberto e o sangue penetra em grandes bolsas sanguíneas, denominadas sinusóides, onde acontecem as trocas gasosas.

Sistema Nervoso

Durante a fase de larva existe o tubo nervoso, localizado dorsalmente, de onde partem nervos para diversos órgãos. Na fase adulta, esta estrutura reduz-se a um gânglio nervoso localizado sob a faringe, de onde partem os nervos.

Reprodução

Apresentam reprodução sexuada, sendo a maior parte da espécies monóica (hermafrodita). Algumas podem ter reprodução assexuada por brotamento.

Subfilo Cephalochordata (Cefalocordados)

São animais marinhos de corpo achatado lateralmente e afilado nas extremidades. Medem poucos centímetros. Enterram-se na areia, em posição vertical e deixam apenas a boca exposta, mas podem nadar em águas rasas.

Em geral, sua anatomia se assemelha a de um peixe. Porém, não possuem uma cabeça diferenciada.

Uma característica marcante deste grupo é a presença de uma boca, rodeada por filamentos, chamados de cirros bucais.


Anfioxo

Alimentação

Os cefalocordados filtram a água que passa pelo seu corpo através da faringe. As partículas de alimentos presentes na água aderem ao muco produzido em um sulco da faringe, o endóstilo. Este muco, com o auxílio de células ciliadas segue até o intestino, onde ocorre a digestão, já que não existe estômago.

Respiração e Circulação

Os cefalocordados possuem sistema circulatório fechado. A nutrição e oxigenação das células são garantidas pela presença de um coração na região ventral, dos capilares sanguíneos juntos aos tecidos e dos sinusóides.

Quando o sangue circula pela rede de capilares ocorrem as trocas gasosas com a água que passa pelas fendas faringianas. O gás oxigênio e alimentos são distribuídos às células e o gás carbônico e excreções são recolhidos.

Sistema Nervoso

Consiste em um tubo nervoso dorsal de onde partem ramificações para todo o corpo.

Reprodução

Apresentam reprodução sexuada e são dióicos. As gônadas não possuem ductos, assim, quando maduras rompem e liberam os gametas em uma cavidade denominada átrio, entre o tubo digestório e a cavidade do corpo.

A partir daí, os gametas saem do corpo e ocorre a fecundação externa.

Subfilo Craniata

São os animais vertebrados. Uma característica marcante dos craniados é a presença de um endoesqueleto. Esta estrutura protege o sistema nervoso central e permite a movimentação do corpo, integrando-se ao sistema muscular.

Classificação do Subfilo Craniata

A classificação dos vertebrados não é uma unanimidade entre os cientistas.

Tradicionalmente, existem duas superclasses:

A Agnatha (animais sem mandíbula na boca), com poucas espécies e duas classes:

Myxine (peixes-bruxas)Petromyzontida (lampreias).

E Gnathostomata (animais com mandíbula), com variadas espécies.

Entre os gnatostomados as principais classes são:

Chondricthyes: peixes cartilaginosos (tubarões, raias, cações e quimeras);Actinopterygii ou Osteicthyes: peixes ósseos (sardinha, cavalo-marinho, bagre, baiacu, entre outros);Actinistia ou Sarcopterygii: peixes de nadadeiras lobadas (celacantos);Dipnoi: peixes pulmonados (piramboia);Amphibia: anfíbios (sapos, rãs, pererecas, salamandras);Reptilia: répteis (cobras, lagartos, jacarés, tartarugas, entre outros);Aves: aves (galinhas, tucanos, avestruz, patos, entre outros)Mammalia: mamíferos (macacos, cavalos, bois, elefantes, cães, seres humanos, entre outros).

https://youtu.be/JyXSVw6KWL8

Equinodermos

Os equinodermos (filo Echinodermata) são animais invertebrados e exclusivamente marinhos.

O seu corpo é organizado, geralmente, em cinco partes simétricas que se distribuem na forma dos raios de uma circunferência.

Equinodermos

Características Gerais

Os equinodermos são triblásticos, celomados e deuterostômios. Durante a fase larval apresentam simetria bilateral e na fase adulta, a simetria é radial.

Os animais equinodermos apresentam uma grande diversidade de formas, tamanhos e modos de vida.

São animais de vida livre e isolados, poucas espécies vivem fixas a um substrato. Um exemplo de equinodermo séssil é o lírio-do-mar.

Lírio-do-mar, um equinodermo séssil

Quase todos os sistemas de um equinodermo, como o digestivo, o nervoso e o reprodutor, ficam dentro do esqueleto calcário. Esse é recoberto por uma fina camada de epiderme.

Algumas espécies podem apresentar espinhos na superfície do corpo.

Saiba mais sobre Celoma.

Sistema circulatório e excretor

O sistema circulatório ocorre através do sistema aquífero ou ambulacrário.Ele realiza a circulação de água dentro do corpo, permitindo o transporte de substâncias e a locomoção.

Ao mesmo tempo, também permite a excreção, pois carrega as substâncias que precisam ser eliminadas do corpo.

Como os equinodermos se locomovem?

Os equinodermos locomovem-se através dos pés ambulacrais, que são projeções do sistema ambulacrário, algumas vezes com ventosas nas extremidades.

O sistema conta com uma placa madrepórica, através da qual a água do mar entra no corpo do animal.

Com a entrada de água, os canais das ampolas do sistema ambulacrário se contraem e levam a água até o pé que se alonga e fixa-se ao substrato. Nesse momento, as ventosas auxiliam na fixação.

Para deixar o substrato, a água retorna para as ampolas e relaxa a musculatura do pé, permitindo que se solte.

Anatomia da estrela-do-mar e os pés ambulacrários

Sistema respiratório

A respiração dos equinodermos ocorre através das brânquias que ficam próximas à boca. O sistema ambulacrário também contribui com a respiração, através de difusão.

Sistema digestório

Os equinodermos apresentam sistema digestório completo com boca, esôfago, intestino e ânus. O estômago é encontrado apenas em equinodermos carnívoros.

A maioria das espécies alimentam-se de algas marinhas. Para isso, contam com a lanterna de Aristóteles, que consiste em um aparelho bucal que raspa o alimento.

As espécies carnívoras, como a estrela-do-mar, alimentam-se de pequenos animais. Nesse caso, a digestão ocorre fora do corpo.

A estrela-do-mar projeta o seu estômago e enzimas digestivas sobre o alimento, que começa a ser digerido. Somente depois, ele é conduzido para o interior do seu corpo, de modo a finalizar a digestão.

Reprodução

A reprodução é sexuada. Os equinodermos são, em sua maioria, animais dióicos.

A fecundação externa ocorre através dos orifícios das placas genitais, de onde os gametas saem para a água.

Os zigotos formados geram larvas, que nadam durante algum tempo, fixando-se a um substrato e, por meio de metamorfose, originam os adultos. Por isso, o desenvolvimento é indireto.

Classificação dos Equinodermos

Estima-se que existam 7.000 espécies de equinodermos divididas em cinco classes:

Asteroides

Estrela-do-mar

O representante típico do grupo é a estrela-do-mar possui cinco braços dispostos como raios. Algumas chegam a ter quarenta braços.

Na parte em contato com o substrato, os braços são formados por duas fileiras de pés ambulacrários, que permitem a movimentação e fixação.

Na extremidade de cada braço se encontram olhos rudimentares, que permitem localizar suas presas, como anelídeos, crustáceos e ostras.

As estrelas do mar podem realizar autotomia, ou seja, a recuperação de um braço perdido. Além de que a regeneração de um braço cortado pode formar uma nova estrela do mar.

Ofiuroides

Serpente do mar

Um exemplo é a serpente do mar que possui um disco central do qual partem cinco braços dotados de movimentos ondulantes, que facilitam o deslocamento.

A serpente do mar tem a boca na parte inferior, que fica em contato com o substrato, enquanto o ânus se localiza na face oposta.

Seu alimento é constituído por moluscos, pequenos crustáceos e detritos sedimentares do fundo do mar.

Crinoides

Lírio do mar

Um representante do grupo do crinoides é o lírio do mar. Ele possui uma base presa a um substrato, de onde saem cinco braços ramificados que dão ao animal o aspecto de planta.

Utiliza como alimento os detritos que permanentemente caem em seus braços, que são cobertos por prolongamentos capazes de levar as partículas até a sua boca.

Holoturoides

Pepino do mar

O pepino do mar ou holotúria tem o corpo cilíndrico, dotado de minúsculas placas não unidas, que lhe dão uma consistência menos rígida.

A maioria tem entre 5 e 30 cm, com alguns exemplares podendo chegar a dois metros de comprimento.

Quando atacado, pode eliminar parte de suas vísceras, como o intestino e as gônadas. O predador distraído permite a fuga do pepino do mar, que depois de um tempo tem suas partes regeneradas.

Equinoides

Ouriço do mar

Um representante desse grupo é o ouriço do mar ou pindá. Ele apresenta corpo recoberto por espinhos venenosos, móveis, que são usados para seu deslocamento.

Junto à boca, ele possui uma armação de cinco dentes chamada lanterna de Aristóteles. Com isso, ele raspa as rochas em busca de algas, formando buracos onde esses animais se alojam.

Apesar dos espinhos pode ser atacado por diversos predadores como peixes, estrela do mar e caranguejos.

Bolacha da praia

Outro representante do grupo dos equinoides é a bolacha da praia ou corrupio. O animal possui o corpo achatado, como um disco, apresentando na região dorsal o desenho de uma estrela.

Esse animal enterra-se superficialmente na areia, onde obtém alimento constituído por partículas orgânicas.

Curiosidades

A estrela-do-mar apresenta uma excelente capacidade de regeneração. Se perder um dos seus braços, em poucos meses o membro é regenerado.Não existem equinodermos de água doce.

Os artrópodes 
(Arthropoda, do grego arthros (ἄρθρον), articulado e podos (ποδός), pés) são um filo de animais invertebrados que possuem exoesqueleto rígido e vários pares de apêndices articulados, cujo número varia de acordo com a classe.
Arthropoda

Artrópodes extintos e artrópodes atuais.Classificação científicaDomínio:Eukaryota
Reino:Animalia
Subreino:Eumetazoa
Superfilo:Protostomia
Filo:Arthropoda
Subfilos e ClassesSubfilo Trilobitomorpha
  Classe Trilobita - Trilobites, extinto
Subfilo Chelicerata
  Classe Arachnida - aranhas, escorpiões, etc.
  Classe Merostomata - Límulo
  Classe Pycnogonida - aranha-do-mar
Subfilo Myriapoda
  Classe Chilopoda - centopeias
  Classe Diplopoda - mil-pés
  Classe Pauropoda
  Classe Symphyla
Subfilo Hexapoda
  Classe Insecta - Insetos: moscas, borboletas, etc.
  Classe Entognatha
     Ordem Diplura
     Ordem Collembola - colêmbolos
     Ordem Protura
Subfilo Crustacea ou Crustaceomorpha
  Classe Remipedia
  Classe Cephalocarida
  Classe Branchiopoda
  Classe Ostracoda
  Classe Mystacocarida
  Classe Copepoda
  Classe Branchiura
  Classe Cirripedia - cracas
  Classe Tantulocarida
  Classe Malacostraca - lagostas, caranguejos, etc.
NOTA: Alguns sistemas de classificação agrupam Myriapoda e Hexapoda num subfilo denominado Uniramia.
Compõem o maior filo de animais existentes, representados por animais como os gafanhotos (insetos), as aranhas (aracnídeos), os caranguejos (crustáceos), as centopeias (quilópodes) e os piolhos-de-cobra (diplópodes). Têm cerca de um milhão de espécies descritas, e estima-se que os representantes deste filo equivalem a cerca de 84% de todas as espécies de animais conhecidas pelo homem.[1] Possuem uma ampla gama de cores e formatos, e no que diz respeito ao tamanho, alguns vão desde as formas microscópicas, como no plâncton (com menos de 1/4 de milímetro), até crustáceos com mais de 3 metros de espessura.[2]
Sua existência é datada nos registros fósseis desde o período Cambriano (cerca de 542 a 488 milhões de anos atrás), onde criaturas como as Trilobitas eram encontradas em abundância nos oceanos.[3] Algumas teorias sobre a origem deste filo sustentam que os ancestrais dos artrópodes podem ter sido os anelídeos (vermes de corpo segmentado em anéis) ou de algum outro ancestral em comum.[4]
Os artrópodes habitam praticamente todos os tipos de ambientes no planeta, sejam eles aquáticos ou terrestres. Mesmo nos lugares mais inóspitos e sob temperaturas baixíssimas, como nas geleiras da Antártida, é possível encontrar a presença dos artrópodes.[5] Alguns dentre a classe dos insetos, representam os únicos invertebrados que possuem a capacidade de voar. Também se encontram alguns que são parasitas e outros que apresentam características simbióticas. Muitos destes animais estão diretamente ligados ao homem, seja por serem utilizados como alimento, como também por causarem prejuízos na saúde e na agricultura.
Anelídeos


Os anelídeos são animais invertebrados de corpo mole, alongado, cilíndrico e dividido em anéis, apresentando uma nítida segmentação.
O filo Annelida apresenta 15 mil espécies, encontradas na água doce ou salgada e em solo úmido.
Os principais representantes dos anelídeos são as minhocas e as sanguessugas.
Características Gerais
Os anelídeos são animais triblásticos, celomados e com simetria bilateral.
Estrutura Corporal
O corpo dos anelídeos é composto por anéis (metâmeros) e revestido por celoma.
O celoma é uma cavidade corporal que se localiza no interior da mesoderme. É preenchido por um líquido chamado de fluido celômico, onde se alojam as vísceras do animal.
Na ausência de esqueleto, o celoma fornece a sustentação do corpo e auxilia na locomoção.
Sistema Digestório
Os anelídeos apresentam sistema digestório completo. Os órgãos digestivos em sequência são: a boca, o papo, a moela, o intestino e o ânus.
O alimento fica armazenado no papo, segue para a moela onde é triturado e no intestino ocorre a absorção dos nutrientes.
O modo de alimentação varia conforme a espécie, mas podem ser herbívoros, carnívoros e hematófagos.
Sistema Circulatório e Excretor
Os anelídeos possuem sistema circulatório fechado. Isso quer dizer que o sangue corre dentro de vasos. No sangue encontra-se a proteína hemoglobina, porém sem hemáceas.
O sistema circulatório é composto por dois vasos, um dorsal e outro ventral, além de um conjunto de vasos contráteis, que podem ser comparados aos corações.
Esses animais apresentam um par de nefrídios por segmento, os quais são responsáveis por retirar as excretas do sangue e do celoma.
Respiração
A pele fina e úmida dos anelídeos permite as trocas gasosas com o ambiente, o que caracteriza a respiração cutânea.
Os anelídeos aquáticos realizam a respiração branquial.
Sistema Nervoso
O sistema nervoso é do tipo ganglionar. É composto por um par de gânglios cerebrais, de onde partem dois cordões nervosos ventrais.
Ao longo dos cordões, há um par de gânglios em cada anel.
Reprodução
A reprodução dos anelídeos pode ser de forma assexuada ou sexuada.
Com exceção dos poliquetos que são dióicos, os demais anelídeos são monóicos (hermafroditas).
No caso dos monóicos, como a minhoca, existe uma porção do corpo que auxilia na reprodução, o clitelo.
O clitelo é um anel mais claro que libera um muco que ajuda na fixação de duas minhocas no momento da fecundação.
Saiba como ocorre a reprodução:
As minhocas se colocam lado a lado e se unem, com as extremidades opostas, ou seja, orifício genital masculino com receptáculos seminais de cada uma;Nessa posição, os espermatozoides são liberados diretamente no receptáculo seminal;As minhocas se separam, cada uma carregando os espermatozoides da outra;Enquanto isso, os óvulos amadurecem e são eliminados no casulo, formado pelo muco secretado pelo clitelo;O casulo recobre a região do clitelo e conforme o movimento do animal, começa a se deslocar para a extremidade anterior;Ao passar pelo receptáculo seminal, os espermatozoides que estavam armazenados são eliminados sobre os óvulos, ocorrendo a fecundação;Após isso, o casulo termina de se deslocar e desprende-se do corpo da minhoca e fecha-se;No casulo que foi liberado os ovos desenvolvem-se dando origem as novas minhocas.
Classificação
Os anelídeos são classificados em três grupos, conforme a presença e ausência de cerdas.
Oligoquetas: Apresentam cerdas curtas e em pouca quantidade. São hermafroditas, encontrados meio terrestre úmido ou aquático. Exemplos: minhocas, tubifex e minhocuçu.Hirudíneos ou Aquetas: Não apresentam cerdas. Vivem em meio aquático ou terrestre úmido. São hermafroditas. Exemplo: sanguessuga.Poliquetas: Apresentam cerdas evidentes. Vivem em meio aquático. Exemplos: nereis e tubícolas.
Saiba mais sobre o Reino Animal.
Representantes
Conheça os principais representantes dos anelídeos:
Minhoca
As minhocas apresentam pele fina e úmida. Alguns anéis mais próximos da boca apresentam coloração mais clara e constitui o clitelo, utilizado na reprodução.
As minhocas vivem em solo úmido
A respiração das minhocas é cutânea. Na parte ventral, percebe-se certa aspereza pela presença de cerdas minúsculas, que servem de ponto de apoio quando o animal se desloca no solo.
As minhocas são hermafroditas e apresentam fecundação cruzada. Na época da reprodução, saem da terra à noite e, emparelhando seus corpos em sentido contrário, prendem-se com o auxílio de cerdas e do clitelo, realizando a troca simultânea do espermatozoide.
Importância ecológica da minhoca
As minhocas vivem no solo, especialmente em áreas com cobertura vegetal, matéria orgânica abundante e muita umidade.
Elas são reconhecidas pela sua importância no solo, pois cavam túneis e galerias que permitem a penetração do ar e da água no terra. Isso facilita o desenvolvimento das raízes das plantas.
Além de ingerirem material orgânico do solo, também eliminam as fezes, contribuindo para a fertilidade com a produção do húmus.
Conheça também os Invertebrados Aquáticos e Invertebrados Terrestres.
Minhocuçu
O minhocuçu é uma espécie de minhoca que pode alcançar até dois metros de comprimento. Pode-se dizer que é uma minhoca gigante.
Minhocuçu conhecido por minhoca gigante
Apresenta coloração que varia de preto a vermelho. Na reprodução, cada ovo pode gerar de dois a três filhotes.
Tubifex
O tubifex é um gênero de anelídeos de água doce, também encontrados em águas poluídas e pouco oxigenadas. Eles medem em torno de 1 cm e podem formar colônias.
Tubifex vivendo em colônias
Alimentam-se de detritos que se depositam no fundo dessas águas. Eles são utilizados como alimento para peixes ornamentais.
Sanguessuga
A sanguessuga vive no meio aquático e se alimenta do sangue de outros animais. Pode alimentar-se por bastante tempo sem ser notada, pois produz uma substância de ação anestésica.
Possui duas ventosas, uma na região da boca e outra na região anal, que garantem fixação enquanto se alimenta.
A sanguessuga pode ser usada em tratamentos médicos
Importância medicinal da sanguessuga
As sanguessugas já foram utilizadas para realizar sangrias. Elas costumavam ser aplicadas durante um tempo na pele dos pacientes, a fim de que sugassem uma quantidade suficiente de sangue e depois eram retiradas. Usava-se para o tratamento de hipertensão arterial e do enfisema pulmonar.
Nereis
O nereis é um predador que se desloca no fundo do mar, por movimentos laterais, a procura de pequenos animais.
Têm na cabeça várias estruturas sensoriais e um par de mandíbulas, localizadas próximo à faringe.
Conheça também sobre os Moluscos, outro grupo de animais invertebrados e com corpo mole.
Nematelmintos


Nematelmintos ou nematódeos (filo Nematoda) são vermes cilíndricos, não segmentados, que incluem várias formas de parasitas, como as lombrigas ou Ascaris e os vermes ancilóstomos, causadores do amarelão e da elefantíase. Muitos dos nematelmintos se desenvolvem na água e no solo úmido. Além dos nematelmintos, estes tipos de vermes estão distribuídos ainda entre os anelídeos e os platelmintos.
Características dos Nematelmintos
Os nematelmintos possuem uma ampla cavidade cheia de líquido entre o tubo digestivo e a parede corporal. Serve como “esqueleto hidrostático”, que mantém a forma do animal e proporciona alguma sustentação. O líquido que ocupa a cavidade corporal permite a distribuição de várias substâncias, como nutrientes, resíduos e gases.
Digestão – os nematelmintos possuem um tubo digestivo completo, com boca e ânus, permitindo o animal ingerir alimentos que tenham partículas, que são processadas no interior do tubo digestivo.
Revestimento do corpo – possuem uma epiderme uni-estratificada, isto é, formada por uma única camada de células. Tem uma cutícula espessa e pouco distensível, que nos parasitas, os protege da ação das enzimas digestivas do hospedeiro. Sob a epiderme há uma camada muscular, cujas fibras se dispõem longitudinalmente.
Sistema nervoso – do tipo ganglionar, é formado por dois cordões longitudinais, um dorsal e outro ventral.
Sistema excretor – é formado por dois canais longitudinais, dispostos um em cada lado do tubo digestivo.
Reprodução – na cavidade corporal, alojam-se as gônadas: testículos ou ovários. O sistema reprodutor da lombriga é bastante desenvolvido, podendo produzir milhões de óvulos. Não têm nenhum tipo de cílio e os espermatozoides deslocam-se por movimentos ameboides.
Doenças transmitidas pelos nematelmintos
Ascaridíase – o parasita é o Ascaris lumbricoides, que mede, 15 cm a 30 cm. Habita no intestino delgado, onde vive dos alimentos ingeridos pela pessoa parasitada. O ser humano infectado elimina ovos para o meio ambiente. A infecção ocorre pela ingestão de água e de alimentos, principalmente verduras contendo ovos embrionários.
Ancilostomíase (amarelão) – os parasitas são o Ancylostoma duodenale e Necator americanus, que medem cerca de 10 mm. Vivem aderidos à mucosa do intestino delgado da pessoa parasitada, onde se alimentam do sangue. Os ovos são eliminados pela pessoa parasitada, se transformam em larvas. Penetram através da pele, alcançam as veias e chegam ao coração, daí seguem para os pulmões. A anemia é o principal sintoma dessa parasitose.
Filariose ou elefantíase – o parasita é o Wuchereria bancrofti. Os vermes adultos provocam inflamação dos vasos linfáticos, impedindo a drenagem de linfa. O acúmulo de linfa produz inchaço nos pés, pernas, mamas e bolsa escrotal. É transmitida pelo mosquito, que ao picar uma pessoa infectada, espalha as larvas para outras pessoas.
Bicho-geográfico (Larva migrans cutânea) – transmitida pelo parasita Ancylostoma brasiliense. Parasita do intestino de gatos e cães. Os ovos eclodem na areia e podem penetrar na pele humana sem, contudo atingir a circulação. A larva provoca lesão de contorno irregular, semelhante a um mapa.
Platelmintos
  (filo Platyhelminthes) são vermes de corpo achatado e de pouca espessura. Na região anterior, correspondente à cabeça, encontram-se estruturas sensoriais. Há diversas espécies de vida livre, que se desenvolvem na água, com poucos centímetros de comprimento, e outras maiores, de meio terrestre úmido. Muitos são parasitas.

Os platelmintos são animais dotados de órgãos definidos. Possuem o mesoderma, uma terceira camada de tecidos localizada entre a epiderme e o revestimento interno do intestino. O mesoderma dá origem a órgãos e sistemas diferenciados, como os músculos, o sistema reprodutor e o sistema excretor. Possuem cavidade digestiva dotada de apenas uma abertura – a boca, que serve tanto para a entrada de alimento como para a eliminação de materiais não digeridos. Trata-se de um sistema digestivo incompleto. Entre os platelmintos encontram-se padrões de reprodução assexuada e sexuada. Além dos platelmintos, estes tipos de vermes, estão distribuídos ainda entre os anelídeos e os nematelmintos.
Classificação dos platelmintos
Turbellaria – planáriasTrematoda – esquistossomosCestoda – tênia
Planárias – são animais de vida livre. Há espécies aquáticas, com poucos centímetros de comprimento e outros maiores, de meio terrestre úmido. A Geoplana é uma planária que alcança 20 centímetros de comprimento, vive sob as folhas e pedaços de madeira, sendo muitas vezes confundida com uma grande lesma.
A reprodução das plenárias é assexuada. Tornando-se bastante grandes, algumas plenárias fixam a extremidade anterior a um substrato e sofrem um estrangulamento na região média do corpo. Com isso divide-se em duas partes e cada uma delas gera um novo indivíduo.
A planária ao se alimentar distende sua faringe sobre o alimento e inicia a ingestão. Transcorrida a digestão, os nutrientes são distribuídos pelo corpo por meio de intestino ramificado.
Esquistossomos - parasita causador da esquistossomose ou (barriga d’água) é oSchistosoma mansoni. É dióico e apresenta nítido dimorfismo sexual. O macho possui um canal - o canal ginecóforo, onde a fêmea, mais longa e delgada, permanece alojada. O hospedeiro intermediário é o caramujo, um molusco do gênero Biomphalaria. Os caramujos vivem em águas de lagoas e de córregos com pouca correnteza.
O contato das pessoas com águas contaminadas torna a infecção quase obrigatória. O local da penetração é na pele, podendo apresentar vermelhidão e prurido. A fase aguda da doença pode evoluir de forma grave, com mau funcionamento do fígado, estado de coma e morte. Acredita-se que o parasita causador da esquistossomose, originário da África, tenha chegado à América com os escravos. Apenas nesses dois continentes, e em pequena região da Ásia, a doença é encontrada.
Tênia – parasita do tubo digestivo, conhecida por solitária, uma vez que cada pessoa é parasitada por apenas um exemplar da tênia. Pode chegar a 15 m de comprimento. Não possuem sistema digestivo. Absorvem os nutrientes, previamente digeridos pelo hospedeiro, através da superfície do corpo. Têm ação espoliativa e podem causar deficiência nutricional.
A pessoa parasitada elimina, com as fezes, proglotes grávidas. Essas se rompem no meio externo, liberando ovos. Em condições favoráveis esses ovos mantêm sua viabilidade por vários meses. O hospedeiro intermediário da taeniasuginata é o boi; da taenia solium é o porco. A contaminação se dá através da carne crua ou malpassada. No Brasil a taenia solium é a responsável pela maioria dos casos de teníase.

Cnidários
O que são, características, exemplos, resumo, digestão, sistema nervoso, reprodução, classes, classificação científica, medusa

Medusa: exemplo de cnidário

CNIDÁRIOS
O que são :
Os cnidários são animais relativamente simples, que vivem em ambientes aquáticos, principalmente no mar (cerca de 99% vivem em água marinha e 1% em água doce).
Existem, atualmente, cerca de 10 mil espécies de cnidários conhecidas.
Principais características dos cnidários:
- Epiderme composta por uma camada de fibras musculares.
- Não possuem sistema respiratório. A respiração é aeróbia, sendo que cada célula faz as trocas gasosas com o meio através do processo de difusão.
- Possuem tentáculos na boca, que é ligada a uma cavidade digestiva. A digestão extra ocorre dentro da célula.
- Apresentam simetria radial.
- Não possuem sistema circulatório.
- Não possuem sistema excretor. A eliminação dos resíduos (excretas) na água é realizado pelas células, através do processo de difusão.
- O sistema nervoso dos cnidários é difuso e composto por rede de células nervosas.
- Em geral, podem alternar entre a forma pólipo e forma livre durante o seu ciclo reprodutivo.
- Os cnidários são carnívoros. Capturam suas presas utilizando os tentáculos. Alimentam-se de vermes marinhos, caranguejos, protistas, peixes e de outros cnidários.
Exemplos de cnidários:
- Medusas
- Águas-vivas
- Anêmonas-do-mar
- Caravelas
- Corais-moles
- Hidras de água doce
Classificação científica:
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Cnidaria
Classes de cnidários:
- Anthozoa
- Scyphozoa
- Cubozoa
- Hydrozoa
- Staurozoa
- Polypodiozoa
Poríferos : 



O filo Porifera abriga animais aquáticos, geralmente marinhos, sem tecidos ou órgãos definidos e sésseis, e se encontram fixados ao substrato. Podem variar quanto à forma, cor e tamanho. O corpo é cilíndrico, oco, com uma abertura na região aérea, denominada ósculo e revestido por células pavimentosas, denominadas pinacócitos, as quais são interrompidas com algumas aberturas, denominadas porócitos. Estas propiciam a entrada de água contendo alimento e oxigênio, motivo pelo qual consideramos as esponjas como sendo animais filtradores.
As esponjas não possuem sistema nervoso e células sensoriais. Apesar disso, a maioria é capaz de se contrair quando submetida a estímulos fortes, transmitidos de célula para célula.
Internamente, na espongiocela, há células flageladas: os coanócitos, que permitem um fluxo de água contínuo nesta região, propiciando, inclusive, a eliminação de excreções e gás carbônico com a mesma. O alimento – partículas orgânicas e bactérias – fica preso em projeções localizadas ao redor do flagelo, onde pode ocorrer a digestão intracelular ou fazer com que seja direcionado para células denominadas amebócitos.
Entre pinacócitos e coanócitos há o meso-hilo, uma matriz gelatinosa cujas células, os amebócitos, têm capacidade de se diferenciar em qualquer um dos tipos celulares do indivíduo e têm condições de realizar digestão e distribuir os nutrientes para as outras células.
É nesta matriz gelatinosa, também, que se localizam a espículas, estruturas de sustentação das esponjas constituídas de carbonato de cálcio ou sílica. Algumas espécies com espículas de sílica podem ser, também, sustentadas por fibras flexíveis e de natureza proteica, constituídas de espongina. Há, ainda, representantes que possuem apenas tais fibras, sendo estas as esponjas utilizadas para banho.
Por regeneração de partes perdidas do corpo e formação de broto a partir da célula-mãe se dá a reprodução assexuada dos espongiários.
A reprodução sexuada pode existir, consistindo em fecundação dos espermatozoides (que se diferenciam a partir dos coanócitos) com óvulos (diferenciados a partir dos amebócitos ou coanócitos) no meso-hilo, resultando em uma blástula ciliada que, após algum tempo vivendo como componente do plâncton, se fixa a um substrato e se torna uma esponja verdadeira.
Apesar de a maioria das esponjas ser monoica, há espécies dioicas, com sexos separados
Angiospermas






O que são angiospermas, características, monocotiledôneas e dicotiledôneas, resumo, classificação, Biologia Vegetal
Abelha fazendo a polinização em uma rosa


ANGIOSPERMAS
O que são e características gerais :
As angiospermas são plantas que possuem sementes  protegidas por frutos. Estas plantas também apresentam flores.
A presença de flores e frutos é fundamental para o desenvolvimento das angiospermas. As flores possuem cores vivas, néctar e cheiros que atraem pássaros e insetos que vão ajudar no processo de polinização. Já os frutos são importantes para proteger as sementes das plantas.
As angiospermas podem ser divididas em dois grupos:
Monocotiledôneas
- Possuem flores trímeras, ou seja, múltiplas de três;
- Apresentam raízes finas e de tamanho pequeno, logo possuem vida curta;
- Possuem crescimento primário;
- Sementes com um cotilédone (primeiras folhas que surgem dos embriões).
Exemplos de plantas angiospermas monocotiledôneas: milho, centeio, trigo, gramíneas, palmeiras, magnólia, etc.
Dicotiledôneas
- Apresentam raízes profundas;
- Possuem folhas com presença de nervuras;
- Sementes com dois cotilédones;
- Crescimento secundário
- Possuem ciclo de vida maior dos que as monocotiledôneas;
- Algumas espécies apresentam caule lenhoso;
- Possuem flores múltiplas de quatro ou cinco.
Exemplos: ipê, jacarandá, rosas, feijão, vagem, leguminosas, etc.
Curiosidades:
- Existem na natureza cerca de 230 mil espécies de plantas angiospermas.
- Cerca de 65% das angiospermas são dicotiledôneas.
-Classificação científica
-Reino: Plantae
-Superdivisão: spermatophyta
- Divisão: Magnoliophyta ou Angiospermae

GIMNOSPERMAS

GIMNOSPERMAS 

As gimnospermas são plantas vasculares, normalmente árvores, conhecidas principalmente por uma importante novidade evolutiva: as sementes. O nome desse grupo de vegetais, que significa “semente nua”, faz referência ao fato de não possuírem frutos envolvendo essas estruturas, que permanecem expostas.
As sementes possuem como função principal proteger e alimentar o embrião antes da germinação, por isso essa característica permitiu que essas plantas conseguissem dominar uma área muito maior que a das briófitas e pteridófitas. Essa estrutura reprodutiva é formada a partir do desenvolvimento do óvulo.
No que diz respeito à anatomia dessas plantas, o sistema vascular merece destaque. O xilema das gimnospermas é formado exclusivamente por traqueides, com exceção das Gnetales. Essas últimas apresentam em seu xilema elementos de vaso, característica que as aproxima das angiospermas.
Além dessas características marcantes, as gimnospermas são independentes da água para a reprodução. Nesse grupo de plantas, ocorre o processo chamado de polinização, no qual o gametófito masculino parcialmente desenvolvido (grão de pólen) é levado até o gametófito feminino. Normalmente a polinização em gimnospermas ocorre pelo ar (anemofilia).
Após o processo de polinização, o grão de pólen germina e dá origem ao tubo polínico, que conduz os gametas masculinos até o arquegônio, não necessitando, portanto, de água. O período compreendido entre o momento da polinização e a fertilização é demorado, podendo levar até mesmo um ano para ser completado.
O gametófito feminino geralmente produz vários arquegônios e, com isso, mais de uma oosfera pode ser fecundada. Caso isso aconteça, inicia-se o desenvolvimento de vários embriões em um óvulo, processo que é conhecido como poliembrionia. Vale destacar, no entanto, que na maioria das vezes apenas um embrião completa seu desenvolvimento.
Essas plantas não possuem flores, diferentemente do que muitas pessoas afirmam. As estruturas reprodutivas das gimnospermas são os chamadosestróbilos, que são folhas férteis onde estão presentes os microsporângios ou os megasporângios. Os estróbilos podem ser femininos ou masculinos e podem ocorrer em uma mesma planta ou em indivíduos diferentes. Apesar de se assemelharem às flores, essa característica só está presente em angiospermas.
As gimnospermas são bastante exploradas economicamente. Algumas possuem alto potencial madeireiro e outras são usadas na fabricação de papel. Além dessa utilização, são bastante utilizadas como plantas ornamentais, principalmente os pinheiros, que são extremamente usados em épocas de natal.
Atualmente podemos classificar as gimnospermas em quatro divisões principais: Coniferophyta, Cycadophyta, Gnetophyta e Ginkgophyta. Entre essas divisões, a que mais se destaca é a Coniferophyta, grupo também chamado de coníferas e que inclui plantas como pinheiros e ciprestes. O nome desse grupo vem do fato de que o seu estróbilo possui formato de cone.
As gimnospermas ocorrem normalmente em áreas temperadas, sendo bastante comuns no Hemisférios Norte. Em nosso país, essas plantas são pouco representativas, sendo encontradas atualmente apenas três das quatro divisões existentes: Coniferophyta, Cycadophyta e Gnetophyta.

Pteridófitas

O que são, características, resumo, exemplos, reprodução, Biologia Vegetal
Samambaia: exemplo mais comum de pteridófita

O que são





As Pteridófitas são plantas vasculares que não possuem sementes. 

Características principais

- Cormo composto por raiz, caule e folhas;

- São traqueófitas, ou seja, possuem um sistema de condução que transporta a seiva das raízes até as folhas. Nestes dutos também são transportados alimentos para o restante do organismo;

- Possuem folhas divididas em folíolos;

- As folhas novas surgem enroladas;

- A maior parte das espécies possui reprodução sexuada, porém, algumas podem se reproduzir assexuadamente através de brotamento.

- O sistema de transporte de seiva possibilita sustentação à planta;

- Possuem a capacidade de se desenvolverem sobre o tronco de árvores;

- Possuem caule, chamado de rizoma, muito parecido com uma raíz.

Exemplos:

- Avencas

- Samambaias

- Xaxins

- Cavalinha

Reprodução da pteridófitas

1 - No esporângio (órgãos que produzem esporos) das plantas, através de meiose, as células diploides são transformadas em haploides.

2 - O esporângio se parte e os esporos haploides caem no solo.

3 - Os esporos germinam dando origem ao protalo (estrutura com formato de coração).

4 - O protalo tem a capacidade de produzir gametas, pois é uma planta sexuada. Essa fase dura pouco tempo.

5 - O protalo possui um órgão reprodutor feminino e outro masculino.

6 - Os anterozoides (gametas masculinos) se dirigem até a oosfera (gameta feminino das plantas) fecundando-a.

7 - O embrião que nasceu é diploide. A nova planta adulta é criada, pois as células do embrião se dividem por mitose.

Curiosidades

- As plantas pteridófitas foram as primeiras que desenvolveram um sistema destinado ao transporte de seiva.

- São muito usadas como plantas ornamentais, principalmente as samambaias.

- Algumas espécies de samambaias podem crescer até 15 metros.

BRIÓFITAS


■ Briófitas - 


Plantas sem vasos condutores
Essa divisão compreende vegetais terrestres com morfologia bastante simples, conhecidos popularmente como "musgos" ou "hepáticas".
São organismos eucariontes, pluricelulares, onde apenas os elementos reprodutivos são unicelulares, enquadrando-se no Reino Plantae, como todos os demais grupos de plantas terrestres.
Ocorrência:
As briófitas são características de ambientes terrestre úmidos, embora algumas apresentem adaptações que permitem a ocupação dos mais variados tipos de ambientes, resistindo tanto à imersão, em ambientes totalmente aquáticos, como a desidratação quando atuam como sucessores primários na colonização, por exemplo, de rochas nuas ou mesmo ao congelamento em regiões polares. Apresenta-se, entretanto sempre dependentes da água, ao menos para o deslocamento do anterozoide flagelado até a oosfera.
Esta Divisão não possui representantes marinhos.
 Morfologia:
As briófitas são plantas avasculares de pequeno porte que possuem muitos e pequenos cloroplastos em suas células. O tamanho das briófitas está relacionado à ausência de vasos condutores, chegando no máximo a 10 cm em ambientes extremamente úmidos. A evaporação remove consideravelmente a quantidade de água para o meio aéreo. A reposição por absorção é um processo lento. O transporte de água ao longo do corpo desses vegetais ocorre por difusão de célula a célula, já que não há vasos condutores e, portanto, é lento.
Reprodução o ciclo haplodiplobionte nos musgos:
Nos musgos e em todas as briófitas, a metagênese envolve a alternância de duas gerações diferentes na forma e no tamanho. Os gametófitos, verdes, são de sexos separados e duram mais que os esporófitos.
Existem órgãos especializados na produção de gametas chamados gametângios e que ficam localizados  no ápice dos gametófitos. O gametângio masculino é o anterídio e seus gametas, os anterozoides. O gametângio feminino é o arquegônio que produz apenas um gameta feminino, a oosfera.
Para ocorrer o encontro dos gametas é preciso, inicialmente, que os anterozoides saiam dos anterídios. Gotículas de água do ambiente que caem nos anterídios libertam os gametas masculinos. Deslocando-se na água, os anterozoides entram no arquegônio e apenas um deles fecunda a oosfera. Forma-se o zigoto que, dividindo-se inúmeras vezes, origina o embrião. Este, no interior do arquegônio, cresce e forma o esporófito.
O jovem esporófito, no seu crescimento, rompe o arquegônio e carrega em sua ponta dilatada um pedaço rompido do arquegônio, em forma de "boné", conhecido como caliptra. Já como adulto, o esporófito, apoiado no gametófito feminino, é formado por uma haste e, na ponta, uma cápsula (que é um esporângio) dilatada, dotada de uma tampa, coberta pela caliptra.
No esporângio células 2n sofrem meiose e originam esporos haploides. Para serem liberados, é preciso inicialmente que a caliptra seque e caia. A seguir, cai a tampa do esporângio. Em tempo seco e, preferencialmente, com vento os esporos são liberados e dispersam-se. Caindo em locais úmidos, cada esporo germina e origina um filamento semelhante a uma alga, o protonema. Do protonema, brotam alguns musgos, todos idênticos geneticamente e do mesmo sexo. Outro protonema, formado a partir de outro esporo, originará gametófitos do outro sexo e, assim, completa-se o ciclo. Note que a determinação do sexo ocorre, então, já na formação dos esporos.

TALÓFITAS

Talófitas


 são organismos pluricelulares, tradicionalmente considerados plantas, de estrutura muito simples, e caracterizados por não apresentarem diferenciação celular na raiz, caules e folhas, tendo um corpo vegetativo pouco diferenciado denominado talo.
●Possuem tecido único, não diferenciado: o TALO (Ou seja, apresentam multicelularidade com interdependência);
●São encontradas na água, no solo, e no corpo de plantas e animais;
●Possuem nutrição autotrófica;
●Compreendem as algas pardas ou marrons (feofícias ou feófitas), vermelhas (rodofíceas ou rodófitas) e verdes (clorofíceas ou clorófitas);
●A reprodução é sexuada e assexuada, por ciclo reprodutivo alternante e haplodiplobionte, ou por fragmentação.
●São algas do reino protista.
●São seres clorofilados e:
●Possuem Clorofila A em seus cloroplastos
●Possuem pigmentos acessorios como os caroteoides
●Possuem a parede celular celulósica
●Possuem como reserva energetica o AMIDO .

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

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Fungi
O reino Fungi é um grupo de organismos eucariotas, que inclui micro-organismos tais como as leveduras, os bolores, bem como os mais familiares cogumelos.

Como ler uma caixa taxonómicaFungi
Ocorrência: Início do Devónico – Recente (ver texto)
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No sentido horário, desde em cima à esquerda: Amanita muscaria, um basidiomicete; Sarcoscypha coccinea, um ascomicete; pão coberto de bolor; um quitrídio; um conidióforo de Aspergillus.
No sentido horário, desde em cima à esquerda: Amanita muscaria, um basidiomicete; Sarcoscypha coccinea, um ascomicete; pão coberto de bolor; um quitrídio; um conidióforo de Aspergillus.
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
(sem classif.) Opisthokonta
Reino: Fungi
(L., 1753) R.T. Moore, 1980[1]
Subreinos/Filos/Subfilos[2]
Blastocladiomycota
Chytridiomycota
Glomeromycota
Microsporidia
Neocallimastigomycota
Dikarya (inc. Deuteromycota)

Ascomycota
Pezizomycotina
Saccharomycotina
Taphrinomycotina
Basidiomycota
Agaricomycotina
Pucciniomycotina
Ustilaginomycotina
Subfilos incertae sedis

Entomophthoromycotina
Kickxellomycotina
Mortierellomycotina
Mucoromycotina
Zoopagomycotina
Disambig grey.svg Nota: Para a banda, veja Reino Fungi (banda).
Os fungos são classificados num reino separado das plantas, animais e bactérias. Uma grande diferença é o facto de as células dos fungos terem paredes celulares que contêm quitina e glucanos, ao contrário das células vegetais, que contêm celulose. Estas e outras diferenças mostram que os fungos formam um só grupo de organismos relacionados entre si, denominado Eumycota (fungos verdadeiros ou Eumycetes), e que partilham um ancestral comum (um grupo monofilético). Este grupo de fungos é distinto dos estruturalmente similares Myxomycetes (agora classificados em Myxogastria) e Oomycetes. A disciplina da biologia dedicada ao estudo dos fungos é a micologia, muitas vezes vista como um ramo da botânica, mesmo apesar de os estudos genéticos terem mostrado que os fungos estão mais próximos dos animais do que das plantas.

Abundantes em todo mundo, a maioria dos fungos é inconspícua devido ao pequeno tamanho das sua estruturas, e pelos seus modos de vida crípticos no solo, na matéria morta, e como simbiontes ou parasitas de plantas, animais, e outros fungos. Podem tornar-se notados quando frutificam, seja como cogumelos ou como bolores. Os fungos desempenham um papel essencial na decomposição da matéria orgânica e têm papéis fundamentais nas trocas e ciclos de nutrientes. São desde há muito tempo utilizados como uma fonte direta de alimentação, como no caso dos cogumelos e trufas, como agentes levedantes no pão, e na fermentação de vários produtos alimentares, como o vinho, a cerveja, e o molho de soja. Desde a década de 1940, os fungos são usados na produção de antibióticos, e, mais recentemente, várias enzimas produzidas por fungos são usadas industrialmente e em detergentes. São também usados como agentes biológicos no controlo de ervas daninhas e pragas agrícolas. Muitas espécies produzem compostos bioativos chamados micotoxinas, como alcaloides e policetídeos, que são tóxicos para animais e humanos. As estruturas frutíferas de algumas espécies contêm compostos psicotrópicos, que são consumidos recreativamente ou em cerimónias espirituais tradicionais. Os fungos podem decompor materiais artificiais e construções, e tornar-se patogénicos para animais e humanos. As perdas nas colheitas devidas a doenças causadas por fungos ou à deterioração de alimentos podem ter um impacto significativo no fornecimento de alimentos e nas economias locais.

O reino dos fungos abrange uma enorme diversidade e táxons, com ecologias, estratégias de ciclos de vida e morfologias variadas, que vão desde os quitrídios aquáticos unicelulares aos grandes cogumelos. Contudo, pouco se sabe da verdadeira biodiversidade do reino Fungi, que se estima incluir 1,5 milhões de espécies, com apenas cerca de 5% destas formalmente classificadas. Desde os trabalhos taxonómicos pioneiros dos séculos XVII e XVIII efetuados por Lineu, Christiaan Hendrik Persoon, e Elias Magnus Fries, os fungos são classificados segundo a sua morfologia (i.e. caraterísticas como a cor do esporo ou caraterísticas microscópicas) ou segundo a sua fisiologia. Os avanços na genética molecular abriram o caminho à inclusão da análise de ADN na taxonomia, o que desafiou por vezes os antigos agrupamentos baseados na morfologia e outros traços. Estudos filogenéticos publicados no último decénio têm ajudado a modificar a classificação do reino Fungi, o qual está dividido em um sub-reino, sete filos e dez subfilos.

Etimologia Editar

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete fungi.
A palavra portuguesa fungo deriva do termo latino fungus (cogumelo), usado nos escritos de Horácio e Plínio, o Velho.[3] Por seu lado, fungus é derivado do grego sphongos/σφογγος ("esponja"), que se refere às estruturas e morfologia macroscópicas dos cogumelos e bolores. O termo micologia, derivado do grego mykes/μύκης (cogumelo) e logos/λόγος (discurso),[4] para denotar o estudo científico dos fungos, terá sido usado pela primeira vez em 1836, pelo naturalista inglês Miles Joseph Berkeley na obra The English Flora of Sir James Edward Smith, Vol. 5.[5]

Características Editar

Antes da introdução dos métodos moleculares de análise filogenética, os taxonomistas consideravam que os fungos eram membros do reino Plantae devido a semelhanças nos seus modos de vida: tanto os fungos como as plantas são na sua maioria imóveis, e apresentam semelhanças na morfologia geral e no habitat em que se desenvolvem. Tal como as plantas, muitas vezes os fungos crescem no solo, e no caso dos cogumelos formam corpos frutíferos conspícuos, que por vezes se assemelham a plantas como os musgos. Os fungos são agora considerados um reino separado, distintos das plantas e animais, dos quais parecem ter divergido há cerca de mil milhões de anos.[6][7] Algumas caraterísticas morfológicas, bioquímicas, e genéticas são partilhadas com outros organismos, enquanto outras são exclusivas dos fungos, separando-os claramente dos outros reinos:

Caraterísticas partilhadas:

Com os demais eucariotas: como nos restantes eucariotas, os núcleos das células dos fungos estão limitados por uma membrana e contêm cromossomas que contêm ADN com regiões não-codificantes chamadas intrões e regiões codificantes chamadas exões. Além disso, os fungos possuem organelos citoplasmáticos delimitados por membrana tais como mitocôndrias, membranas que contêm esterois, e ribossomas do tipo 80S.[8] Têm um conjunto caraterístico de carboidratos e compostos armazenados solúveis, incluindo polióis (como manitol), dissacarídeos (como a trealose) e polissacarídeos (como o glicogénio, que também é encontrado em animais[9]).
Com os animais: os fungos carecem de cloroplastos e são organismos heterotróficos, requerendo compostos orgânicos preformados como fontes de energia.[10]
Com as plantas: os fungos possuem uma parede celular[11] e vacúolos.[12] Reproduzem-se por meios sexuados e assexuados, e tal como os grupos basais de plantas (como os fetos e musgos) produzem esporos. Tal como os musgos e algas, os fungos têm núcleos tipicamente haploides.[13]
Com os euglenoides e bactérias: os fungos mais desenvolvidos, os euglenoides e algumas bactérias, produzem o aminoácido L-lisina em passos específicos de biossíntese, a via do alfa-aminoadipato.[14][15]
As células da maioria dos fungos crescem como estruturas tubulares, alongadas e filamentosas designadas hifas. Estas podem conter múltiplos núcleos e crescer a partir das suas extremidades. Cada extremidade contém um conjunto de vesículas - estruturas celulares compostas por proteínas, lípidos e outras moléculas orgânicas - chamado Spitzenkörper.[16] Tanto fungos como Oomycetes crescem como células hifais filamentosas.[17] Em contraste, organismos de aspecto semelhante, como as algas verdes filamentosas, crescem por divisão celular repetida ao longo de uma cadeia de células.[9]
Em comum com algumas espécies de plantas e animais, mais de 60 espécies de fungos apresentam bioluminescência.[18]
Caraterísticas únicas:

Algumas espécies crescem como leveduras unicelulares que se reproduzem por gemulação ou por fissão binária. Os fungos dimórficos podem alternar entre uma fase de levedura e uma fase com hifas, em função das condições ambientais.[19]
A parede celular dos fungos é composta por glicanos e quitina; enquanto os primeiros são também encontrados em plantas e a última no exosqueleto dos artrópodes,[20][21] os fungos são os únicos organismos que combinam estas duas moléculas estruturais na sua parede celular. Ao contrário das plantas e dos Oomycetes, as paredes celulares dos fungos não contêm celulose.[22]
Um cogumelo com forma de funil crescendo na base de uma árvore.
Omphalotus nidiformis, um cogumelo bioluminescente.
A maioria dos fungos carece de um sistema eficiente para o transporte de água e nutrientes a longa distância, como o xilema e o floema de muitas plantas.