quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Wikipédia Pesquisar
EditarVigiar esta páginaLer noutra língua
Fungi
O reino Fungi é um grupo de organismos eucariotas, que inclui micro-organismos tais como as leveduras, os bolores, bem como os mais familiares cogumelos.

Como ler uma caixa taxonómicaFungi
Ocorrência: Início do Devónico – Recente (ver texto)
PreЄЄOSDCPTJKPgN
No sentido horário, desde em cima à esquerda: Amanita muscaria, um basidiomicete; Sarcoscypha coccinea, um ascomicete; pão coberto de bolor; um quitrídio; um conidióforo de Aspergillus.
No sentido horário, desde em cima à esquerda: Amanita muscaria, um basidiomicete; Sarcoscypha coccinea, um ascomicete; pão coberto de bolor; um quitrídio; um conidióforo de Aspergillus.
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
(sem classif.) Opisthokonta
Reino: Fungi
(L., 1753) R.T. Moore, 1980[1]
Subreinos/Filos/Subfilos[2]
Blastocladiomycota
Chytridiomycota
Glomeromycota
Microsporidia
Neocallimastigomycota
Dikarya (inc. Deuteromycota)

Ascomycota
Pezizomycotina
Saccharomycotina
Taphrinomycotina
Basidiomycota
Agaricomycotina
Pucciniomycotina
Ustilaginomycotina
Subfilos incertae sedis

Entomophthoromycotina
Kickxellomycotina
Mortierellomycotina
Mucoromycotina
Zoopagomycotina
Disambig grey.svg Nota: Para a banda, veja Reino Fungi (banda).
Os fungos são classificados num reino separado das plantas, animais e bactérias. Uma grande diferença é o facto de as células dos fungos terem paredes celulares que contêm quitina e glucanos, ao contrário das células vegetais, que contêm celulose. Estas e outras diferenças mostram que os fungos formam um só grupo de organismos relacionados entre si, denominado Eumycota (fungos verdadeiros ou Eumycetes), e que partilham um ancestral comum (um grupo monofilético). Este grupo de fungos é distinto dos estruturalmente similares Myxomycetes (agora classificados em Myxogastria) e Oomycetes. A disciplina da biologia dedicada ao estudo dos fungos é a micologia, muitas vezes vista como um ramo da botânica, mesmo apesar de os estudos genéticos terem mostrado que os fungos estão mais próximos dos animais do que das plantas.

Abundantes em todo mundo, a maioria dos fungos é inconspícua devido ao pequeno tamanho das sua estruturas, e pelos seus modos de vida crípticos no solo, na matéria morta, e como simbiontes ou parasitas de plantas, animais, e outros fungos. Podem tornar-se notados quando frutificam, seja como cogumelos ou como bolores. Os fungos desempenham um papel essencial na decomposição da matéria orgânica e têm papéis fundamentais nas trocas e ciclos de nutrientes. São desde há muito tempo utilizados como uma fonte direta de alimentação, como no caso dos cogumelos e trufas, como agentes levedantes no pão, e na fermentação de vários produtos alimentares, como o vinho, a cerveja, e o molho de soja. Desde a década de 1940, os fungos são usados na produção de antibióticos, e, mais recentemente, várias enzimas produzidas por fungos são usadas industrialmente e em detergentes. São também usados como agentes biológicos no controlo de ervas daninhas e pragas agrícolas. Muitas espécies produzem compostos bioativos chamados micotoxinas, como alcaloides e policetídeos, que são tóxicos para animais e humanos. As estruturas frutíferas de algumas espécies contêm compostos psicotrópicos, que são consumidos recreativamente ou em cerimónias espirituais tradicionais. Os fungos podem decompor materiais artificiais e construções, e tornar-se patogénicos para animais e humanos. As perdas nas colheitas devidas a doenças causadas por fungos ou à deterioração de alimentos podem ter um impacto significativo no fornecimento de alimentos e nas economias locais.

O reino dos fungos abrange uma enorme diversidade e táxons, com ecologias, estratégias de ciclos de vida e morfologias variadas, que vão desde os quitrídios aquáticos unicelulares aos grandes cogumelos. Contudo, pouco se sabe da verdadeira biodiversidade do reino Fungi, que se estima incluir 1,5 milhões de espécies, com apenas cerca de 5% destas formalmente classificadas. Desde os trabalhos taxonómicos pioneiros dos séculos XVII e XVIII efetuados por Lineu, Christiaan Hendrik Persoon, e Elias Magnus Fries, os fungos são classificados segundo a sua morfologia (i.e. caraterísticas como a cor do esporo ou caraterísticas microscópicas) ou segundo a sua fisiologia. Os avanços na genética molecular abriram o caminho à inclusão da análise de ADN na taxonomia, o que desafiou por vezes os antigos agrupamentos baseados na morfologia e outros traços. Estudos filogenéticos publicados no último decénio têm ajudado a modificar a classificação do reino Fungi, o qual está dividido em um sub-reino, sete filos e dez subfilos.

Etimologia Editar

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete fungi.
A palavra portuguesa fungo deriva do termo latino fungus (cogumelo), usado nos escritos de Horácio e Plínio, o Velho.[3] Por seu lado, fungus é derivado do grego sphongos/σφογγος ("esponja"), que se refere às estruturas e morfologia macroscópicas dos cogumelos e bolores. O termo micologia, derivado do grego mykes/μύκης (cogumelo) e logos/λόγος (discurso),[4] para denotar o estudo científico dos fungos, terá sido usado pela primeira vez em 1836, pelo naturalista inglês Miles Joseph Berkeley na obra The English Flora of Sir James Edward Smith, Vol. 5.[5]

Características Editar

Antes da introdução dos métodos moleculares de análise filogenética, os taxonomistas consideravam que os fungos eram membros do reino Plantae devido a semelhanças nos seus modos de vida: tanto os fungos como as plantas são na sua maioria imóveis, e apresentam semelhanças na morfologia geral e no habitat em que se desenvolvem. Tal como as plantas, muitas vezes os fungos crescem no solo, e no caso dos cogumelos formam corpos frutíferos conspícuos, que por vezes se assemelham a plantas como os musgos. Os fungos são agora considerados um reino separado, distintos das plantas e animais, dos quais parecem ter divergido há cerca de mil milhões de anos.[6][7] Algumas caraterísticas morfológicas, bioquímicas, e genéticas são partilhadas com outros organismos, enquanto outras são exclusivas dos fungos, separando-os claramente dos outros reinos:

Caraterísticas partilhadas:

Com os demais eucariotas: como nos restantes eucariotas, os núcleos das células dos fungos estão limitados por uma membrana e contêm cromossomas que contêm ADN com regiões não-codificantes chamadas intrões e regiões codificantes chamadas exões. Além disso, os fungos possuem organelos citoplasmáticos delimitados por membrana tais como mitocôndrias, membranas que contêm esterois, e ribossomas do tipo 80S.[8] Têm um conjunto caraterístico de carboidratos e compostos armazenados solúveis, incluindo polióis (como manitol), dissacarídeos (como a trealose) e polissacarídeos (como o glicogénio, que também é encontrado em animais[9]).
Com os animais: os fungos carecem de cloroplastos e são organismos heterotróficos, requerendo compostos orgânicos preformados como fontes de energia.[10]
Com as plantas: os fungos possuem uma parede celular[11] e vacúolos.[12] Reproduzem-se por meios sexuados e assexuados, e tal como os grupos basais de plantas (como os fetos e musgos) produzem esporos. Tal como os musgos e algas, os fungos têm núcleos tipicamente haploides.[13]
Com os euglenoides e bactérias: os fungos mais desenvolvidos, os euglenoides e algumas bactérias, produzem o aminoácido L-lisina em passos específicos de biossíntese, a via do alfa-aminoadipato.[14][15]
As células da maioria dos fungos crescem como estruturas tubulares, alongadas e filamentosas designadas hifas. Estas podem conter múltiplos núcleos e crescer a partir das suas extremidades. Cada extremidade contém um conjunto de vesículas - estruturas celulares compostas por proteínas, lípidos e outras moléculas orgânicas - chamado Spitzenkörper.[16] Tanto fungos como Oomycetes crescem como células hifais filamentosas.[17] Em contraste, organismos de aspecto semelhante, como as algas verdes filamentosas, crescem por divisão celular repetida ao longo de uma cadeia de células.[9]
Em comum com algumas espécies de plantas e animais, mais de 60 espécies de fungos apresentam bioluminescência.[18]
Caraterísticas únicas:

Algumas espécies crescem como leveduras unicelulares que se reproduzem por gemulação ou por fissão binária. Os fungos dimórficos podem alternar entre uma fase de levedura e uma fase com hifas, em função das condições ambientais.[19]
A parede celular dos fungos é composta por glicanos e quitina; enquanto os primeiros são também encontrados em plantas e a última no exosqueleto dos artrópodes,[20][21] os fungos são os únicos organismos que combinam estas duas moléculas estruturais na sua parede celular. Ao contrário das plantas e dos Oomycetes, as paredes celulares dos fungos não contêm celulose.[22]
Um cogumelo com forma de funil crescendo na base de uma árvore.
Omphalotus nidiformis, um cogumelo bioluminescente.
A maioria dos fungos carece de um sistema eficiente para o transporte de água e nutrientes a longa distância, como o xilema e o floema de muitas plantas.

https://youtu.be/Fly12-tAMrI


Protista é um grupo diverso de organismos eucariontes, que inclui a maioria dos organismos que não se encaixam em nenhum dos outros dois reinos, Animalia e Plantae.

Como ler uma caixa taxonómicaProtista
Ocorrência: Neoproterozoico - Recente
Protist collage.jpg
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Protista*
Haeckel, 1866
Filos
ver texto
Possui cerca de 20 mil espécies, sendo um grupo diversificado, heterogêneo, que evoluiu a partir de algas unicelulares.[1] Em alguns casos essa origem torna-se bem clara, como no grupo de flagelados. Há registros fósseis de protozoários com carapaças (foraminíferos), que viveram há mais de 15 milhões de anos, na Era Proterozoica. Grandes extensões do fundo dos mares apresentam espessas camadas de depósitos de carapaças de certas espécies de radiolários e foraminíferos.

Histórico Editar

Os Protozoários foram classificados por Goldfuss em 1818 como um filo, Protozoa pertencente ao Reino Animal. Goldfuss descreveu os protozoários como sendo micro-organismos unicelulares heterotróficos, semelhantes a animais, o antigo reino Protozoa (do grego Proto que em português significa primeiro) e (Zoa ou zoo que em português significa animal ou animais) portanto o termo protozoário "em português" significa literalmente "os primeiros animais" e devido a isso foram classificados no Filo Protozoa como se fossem "animais microscópicos" e por conseguinte estavam incluídos no Reino Animal.

Antigamente referia-se ao Filo dos Protozoários. Atualmente o termo protozoário tem sido empregado como uma designação coletiva, sem valor taxonômico. Os antigos Subfilos passaram a ser os atuais Filos. Na nova classificação, o antigo filo Protozoa foi eliminado do Reino Animal e, seus antigos subfilos, subfilo Plasmodroma e subfilo Ciliophora, atualmente são classificados como filos Plasmodroma e o Ciliophora pertencentes ao reino Protista. As algas unicelulares, crisófitas, euglenófitas e pirrófitas que antigamente estavam classificadas no Reino Vegetal, saíram do Reino Vegetal e passaram a ser classificadas também como integrantes do Reino Protista junto com os protozoários.

A classificação dos protozoários é feita com base nas estruturas de locomoção que apresentam e devido a muitas semelhanças com as estruturas de locomoção das algas unicelulares, todos esses micro-organismos muito semelhantes e que apresentam características mistas tanto de animais quanto de vegetais, saíram dos Reino Animal e do Reino Vegetal e foram todos eles reunidos no Reino Protista. Para evitar confusões, mantemos o uso dos termos "Filos para protozoários" e "Divisões para algas unicelulares" da mesma forma como estavam classificados antes, na botânica e na zoologia.

As classes de micro-organismos anteriormente classificadas como algas mas que agora se encontram no Reino Protista são todas eucariontes e unicelulares. As únicas algas procariontes são as cianofíceas mas essas agora são classificadas como bactérias do Reino Monera.

As verdadeiras algas, Feófitas (algas pardas), Rodófitas (algas vermelhas) e Clorófitas (algas verdes), que são seres protistas pluricelulares, formados por verdadeiros tecidos vegetais com bilhões de células intimamente ligadas umas às outras, estas não estão contidas no Reino Vegetal e são consideradas como protistas.

Características Editar

Podem ser autotróficos (do grego: "autos", por si mesmo + "trophé", nutrição; literalmente "seres que alimentam a si mesmos"), ou seja, protistas que possuem clorofila e fazem a fotossíntese; no entanto, existem também outros protistas que são heterotróficos, ou seja, incapazes de fazer fotossíntese e que se alimentam de matéria orgânica. Protistas autotróficos, constituem a maior parte do plâncton marinho e dulcícula, são os mais importantes produtores nesses ecossistemas aquáticos.

Reprodução Editar

Os representantes do reino protista se reproduzem através de bipartição, também conhecida como cissiparidade ou divisão binária, num processo de reprodução assexuada.[2] Assim como nas bactérias, a célula cresce, têm seu núcleo dividido em dois, depois o resto da célula se divide, originando duas células geneticamente idênticas. [2]

Classificação Editar

Os protozoários podem ser classificados de acordo com seu modo de locomoção[2]:

Rizópodes (Filo Rhizopoda): locomoção por pseudópodes;
Ciliados (Filo: Ciliophora): locomoção através de cílios;
Flagelados (Filo Flagellata): locomoção através de flagelos;
Esporozoários (Filo Sporozoa): não têm sistema de locomoção;
Thomas Cavalier-Smith propôs o Reino Chromista, uma filosofia científica, entretanto ainda não esclareceu muitas linhas diferentes de protistas cujas relações não são compreendidas por este sistema de classificação que ele sugeriu. Os cladistas consideram os vários clades de Protistas como subgrupos diretos dos eucariotas, com a admissão de que não conhecem ainda o suficiente sobre eles para arranjá-los em uma hierarquia. Estes vários clades são listados na árvore evolucionária listada abaixo, denominada classificação Eukaryota.

Filo A. Plasmodroma
Classe 1. Mastigophora
Classe 2. Opalinata
Classe 3. Sarcodina
Classe 4. Sporozoa
Filo B. Ciliophora
Classe Ciliata
Divisão 1. Chrysophyta
Classe Heterokontae
Classe Chrysophyceae
Classe Bacillariophyceae
Divisão 2. Euglenophyta
Ordem 1: Euglenales
Divisão 3. Pyrrophyta
Classe 1. Cryptophyceae
Classe 2. Chloromonadophyceae
Classe 3. Desmokontae
Classe 4. Dinophyceae

Monera é um reino biológico, que inclui todos os organismos vivos que possuem uma organização celular procariótica, como bactérias, cianobactérias e arqueobactérias

https://youtu.be/Ylio4muOlAM

Moneras


O termo Reino Monera é aplicado aos organismos unicelulares também conhecidos como procariontes. Estes organismos são principalmente bactérias que estão presentes em todo o espaço terrestre e que são, devido a sua estrutura unicelular, microscópicos. Em contrapartida ao reino monera ou procariontes encontramos os organismos eucariontes, aqueles que contêm células mais complexas e que estão em todo o resto dos seres vivos (animais, vegetais, fungos e organismos protistas)

... Artigo http://queconceito.com.br/reino-monera


Doenças humanas virais

No homem, inúmeras doenças são causadas por esses seres acelulares. Praticamente todos os tecidos e órgãos humanos são afetados por alguma infecção viral. Abaixo você encontra as viroses mais frequentes na nossa espécie. Valorize principalmente os mecanismos de transmissão e de prevenção. Note que a febre amarela e dengue são duas viroses que envolvem a transmissão por insetos (mosquito da espécie Aedes aegypti). Para a primeira, existe vacina. Duas viroses relatadas abaixo, AIDS e condiloma acuminado, são doenças sexualmente trasmissíveis (DSTs). A tabela também relaciona viroses comuns na infância, rubélola, caxumba, sarampo, poliomelite - para as quais exiestem vacinas.

Algumas das principais viroses que acometem os seres humanos:

Resfriado Comum;
Caxumba;
Raiva;
Rubéola;
Sarampo;
Hepatites;
Dengue;
Poliomielite;
Febre amarela;
Varicela ou Catapora;
Varíola;
Meningite viral;
Mononucleose Infecciosa;
Herpes
Condiloma
Hantavirose
AIDS.

Prevenção e tratamento de doenças virais

Devido ao uso da maquinaria das células do hospedeiro, os vírus tornam-se difíceis de matar. As mais eficientes soluções médicas para as doenças virais são, até agora, as vacinas para prevenir as infecções, e drogas que tratam os sintomas das infecções virais. Os pacientes frequentemente pedem antibióticos, que são inúteis contra os vírus, e seu abuso contra infecções virais é uma das causas de resistência antibiótica em bactérias. Diz-se, às vezes, que a ação prudente é começar com um tratamento de antibióticos enquanto espera-se pelos resultados dos exames para determinar se os sintomas dos pacientes são causados por uma infecção por vírus ou bactérias.