sexta-feira, 25 de março de 2016

Partenogênese



           
São fêmeas que procriam sem precisar de macho para as fecundarem.
Abelhas, alguns escorpiões e etc.
 Atualmente, a biologia evolutiva prefere utilizar o termo telitoquia, por considerá-lo menos abrangente que o termo partenogênese.
A partenogênese ocorre naturalmente em plantas agamospérmicas, invertebrados (e.g. pulgas de águaafídeosabelhas) e alguns vertebrados (e.g. lagartos[1] , salamandraspeixes[2] , e até mesmo perus). Os organismos que se reproduzem por este método estão geralmente associados a ambientes isolados como ilhas oceânicas. Na maioria dos casos, no entanto, a partenogénese é apenas uma possibilidade eventual, sendo a reprodução com contribuição gênica paterna a mais comum. Esta alternância pode surgir por pressão ambiental.

Poliembrionia


           
É o fenômeno em que se verifica a formação de vários embriões a partir de um único zigoto.
No início do desenvolvimento embrionário ocorre a separação das células em dois ou mais grupos;
Cada grupo poderá se desenvolver e formar um novo indivíduo.
 Gêmeos univitelinos ou monozigóticos, também são conhecidos como gêmeos verdadeiros. Nesse caso do início do desenvolvimento embrionário ocorre a separação de células em dois ou mais grupos; cada grupo poderá se desenvolver e formar um novo indivíduo. Como todos os indivíduos assim formados são provenientes de um mesmo zigoto, conclui-se que todos eles terão a mesma constituição genética; logo necessariamente serão do mesmo sexo.
Mas a poliembrionia nem sempre é responsável pela formação de gêmeos. Como é o caso de:
Gêmeos bivitelinos ou dizigóticos, também conhecido como gêmeos falsos ou gêmeos fraternos. Nesse caso a mulher libera dois ou mais óvulos durante uma única ovulação. Assim óvulos distintos são fecundados por espermatozóides também distintos, originando zigotos igualmente distintos. Por essa razão, esses gêmeos diferem geneticamente um do outro, da mesma maneira que quaisquer irmãos nascidos em partos diferentes. Logo, não precisam ser do mesmo sexo, já que são portadores de patrimônios genéticos diferentes.
Nas plantas, a poliembrionia muitas vezes dá origem ao enigma de uma única descendência.

modalidades reprodutivas

Existem algumas modalidades reprodutivas que fogem um pouco à regra do que costumamos associar a estes conceitos. Uma destas são os clones, estes que podem ser o resultado de procedimentos laboratoriais, ou não, como é o caso da fissão binária de bactérias, na qual uma pré-existente origina duas novas, idênticas entre si. No caso da conjugação, típica de organismos unicelulares e algas filamentosas, há troca de material genético dos núcleos de células de algas distintas. 

Há também um caso interessante denominado metagênese, típico de cnidários e plantas sem sementes, onde ora um mesmo organismo reproduz-se assexuadamente, ora sexuadamente. Já naneotenia, indivíduos larvais de determinadas espécies, como a axolote, em face de fatores ambientais ou genéticos apresentam-se com capacidade reprodutiva. 

Um caso um pouco menos conhecido de reprodução especial é a partenogênese, que consiste no desenvolvimento do embrião a partir de óvulos não fecundados. É o caso dos zangões, algumas borboletas e pulgões. Indivíduos larvários, quando dão origem a novas larvas por partenogênese ou por células não reprodutivas, estão praticando a pedogênese, evento que pode ser visualizadoFasciola hepatica e Schistosoma mansoni

Para finalizar, temos a poliembrionia e a poliovulação. A primeira consiste no nascimento de dois ou mais indivíduos idênticos, sendo estes, necessariamente, do mesmo sexo; e a segunda, quando há a liberação e fecundação de mais de um óvulo em uma mesma gestação, dando origem a indivíduos semelhantes.

casos especiais de reprodução

indivíduos reproduzem-se quando geram descendentes, sendo este um processo inerente aos seres vivos. Esta nova geração pode ser geneticamente idêntica ao organismo que a originou, ou apenas semelhante. No primeiro caso, trata-se da reprodução assexuada, na qual não há troca de gametas entre indivíduos. Já no segundo, existe tal troca, com gametas oriundos de um mesmo indivíduo (autofecundação); ou diferentes (fecundação cruzada).

sábado, 27 de fevereiro de 2016

É o tipo de reprodução que surge em organismos pluricelulares. Nessa reprodução aparece, no corpo do indivíduo, um aglomerado de células, denominado broto ou gema, que resultou da mitose. Por mitoses sucessivas esse broto originará todo o corpo do novo organismo. O broto pode soltar-se do corpo progenitor, como em algumas esponjas, ou permanecer grudado a ele, formando colônias, como nos corais e em alguns fungos. Exemplo: Hydra
Cissiparidade ou Fissão Binária

Fissão binária
Fissão binária, em biologia celular, é o o nome dado ao processo de reprodução assexuada dos organismos unicelulares que consiste na divisão de uma célula em duas por mitose, cada uma com o mesmo genoma da “célula-mãe” (com o mesmo DNA ou material genético da "célula-mãe")
O processo inicia-se com a replicação do DNA, em que cada nova cadeia se liga à membrana celular que, então se invagina e acaba por dividir a célula em duas, num processo chamado citocinese.
Os organismos que se reproduzem por fissão binárina incluem:
  • As bactérias;
  • Os protozoários;
  • Pyrodictium abyssi, uma arquebactéria anaeróbica das nascentes hidrotermais das profundezas do oceano (e outros organismos do mesmo reino);
  • As leveduras
Também fala-se em cissiparidade no caso de organismos pluricelulares bastante simples que são capazes de regenerar partes divididas (o exemplo clássico é a planária).


 

Esquema mostrando a reprodução por cissiparidade.
TIPOS DE REPRODUÇÃO SEXUADA E ASSEXUADA

A reprodução consiste numa das funções do ser humano, talvez a mais importante. É responsável pela continuação da raça humana no planeta, “continuação” que leva o nome de descendentes. Mas a reprodução não é exclusividade dos seres humanos, este fenômeno da vida ocorre em todas as espécies de seres vivos, já que a continuidade da vida é necessária.
Contudo, como nenhum ser vivo é igual – como mostra a biologia –, é comum que os tipos de reprodução os diferencie também. Alguns meios de reprodução são mais simples e até “rápidos”, já outros são mais complexos e demorados. De protozoários e bactérias ao ser humano, todos se reproduzem, mas de que forma?
Tipos de reprodução sexuada e assexuada

As duas formas de reprodução da vida

A principal divisão entre os tipos de reprodução é: a reprodução assexuada e a reproduçãosexuada. Estas duas divisões consistem em:
  • Reprodução assexuada: também chamada de reprodução vegetativa, nesta os seres vivos possuem a capacidade de se reproduzirem por si só, sem a ajuda de outro da mesma espécie. Não há combinação gênica, já que não há contato entre dois da mesma espécie. Este tipo de reprodução possui vários meios, que serão abordados posteriormente.
  • Reprodução sexuada: nada mais é do que o contrário da reprodução assexuada. Existe a combinação gênica – já que esta reprodução abrange a fecundação ou fertilização (a forma mais comum de reprodução sexuada) – e por isso, é considerada mais importante no quesito evolutivo, já que permite a variabilidade dos seres vivos. É o meio de reprodução do ser humano, por isso somos uma raça extremamente diversificada. Apesar de parecer simples, também possui vários meios de ocorrência.
Sim, existem apenas dois tipos de reprodução dos seres vivos. Porém, existem briófitas, pteridófitos e celenterados, que se reproduzem por um meio curioso: chamada de metagênese ou alternância de gerações, esta reprodução possui duas fases, a fase assexuada e a fase sexuada. Ou seja, estas espécies unem os dois tipos de reprodução.

Tipos de reprodução assexuada e sexuada

Reprodução assexuada

  • Divisão binária ou cissiparidade: nesta divisão, o organismo 1 se divide (meio a meio) e cada metade dele se regenera, formando assim dois descendentes.
  • Gemulação, gemiparidade ou brotamento: quando aparecem brotos ou gêmulas no organismo (na superfície mesmo) que virão a formar novos organismos, desprendendo-se ou não daquele que o originou.
  • Esporulação: os esporos (que são células reprodutoras assexuadas) são os responsáveis por originar novos organismos.

Reprodução sexuada

  • Fecundação ou fertilização: forma mais comum de reprodução sexuada, consiste na fusão do gameta masculino com o feminino, formando o zigoto. Podendo ser externa ou interna, este meio de reprodução é o mais comum.
  • Partenogênese: quando um óvulo não é fecundado e a partir dele, ainda existe um desenvolvimento embrionário que posteriormente irá originar um novo indivíduo.